Bebê Helena: o que muda na investigação após estupro ser descartado
A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, ganhou novo rumo após o laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) descartar violência sexual e apontar asfixia mecânica indireta como causa da morte. Com isso, a Polícia Civil deixou de tratar o caso como estupro de vulnerável seguido de morte e passou a investigar como a criança foi asfixiada e quem provocou sua morte. Helena morreu na segunda-feira (13), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital de Fortaleza. Na ocasião, uma avaliação clínica apontou lesões compatíveis com violência sexual, o que motivou a prisão em flagrante de Francisco Ray Magalhães, 22, companheiro da mãe, e de Roberto Levy Magalhães, 26, primo dele. Quatro dias depois, a perícia oficial concluiu que não houve abuso sexual, sem vestígios de sêmen ou material genético dos investigados no corpo da criança. Exames toxicológicos também descartaram álcool e drogas no organismo da bebê. Segundo a mãe, ela participava de uma confraternização em um apartamento e colocou Helena para dormir em um quarto. Tempo depois, encontrou a filha em outra posição e afirmou ter visto Roberto Levy sobre a criança. Acreditando que a bebê estivesse engasgada, levou-a ao hospital, onde a morte foi confirmada. Agora, a investigação busca reconstruir os últimos momentos de Helena para esclarecer onde e como ocorreu a asfixia, quem estava com a criança e se houve ação ou omissão dos adultos responsáveis. Também será apurada a divergência entre a avaliação do hospital, que apontou suspeita de abuso sexual, e o laudo da Pefoce, que a descartou, além da origem da lesão identificada pelos médicos. Com o novo cenário, o caso foi reclassificado, inicialmente, para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A tipificação pode mudar caso novas provas indiquem outra dinâmica dos fatos. O pai, Erisvaldo Almeida, se pronunciou nas redes e responsabilizou a mãe pela morte, afirmando que Helena foi levada a um ambiente com consumo de álcool e ficou sozinha em um quarto antes do ocorrido. Apesar da mudança na linha de investigação, a pergunta principal segue sem resposta: quem causou a morte de Helena?