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Médico questiona aumento de diagnósticos de autismo e diz que colegas podem estar confundindo "gente esquisita" com autistas

Uma declaração do neuropediatra José Salomão Schwartzman durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 6 de abril de 2026, provocou forte repercussão e alimentou um debate delicado sobre o crescimento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao abordar o tema, Schwartzman questionou a forma como determinadas características comportamentais vêm sendo interpretadas e levantou a possibilidade de haver diagnósticos equivocados. Entre as declarações que mais chamaram atenção está a referência à possibilidade de profissionais confundirem “gente esquisita” com pessoas autistas. Segundo o neuropediatra, características como introversão, interesses muito específicos e hiperfoco, quando analisadas isoladamente, precisam ser diferenciadas dos critérios clínicos necessários para um diagnóstico de TEA. Schwartzman também colocou em discussão outro ponto sensível: se a crescente procura por laudos e o acesso a direitos e benefícios associados ao diagnóstico poderiam estar contribuindo para o aumento da demanda por avaliações. As declarações repercutiram nas redes sociais e dividiram opiniões, especialmente por envolverem um tema que exige avaliação clínica criteriosa e individualizada. O debate também chama atenção para a importância de distinguir traços de personalidade e comportamentos particulares dos critérios utilizados por profissionais habilitados para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista.

Médico questiona aumento de diagnósticos de autismo e diz que colegas podem estar confundindo "gente esquisita" com autistas
Médico questiona aumento de diagnósticos de autismo e diz que colegas podem estar confundindo "gente esquisita" com autistas (Foto: Reprodução)

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