Justiça age e concede medidas protetivas à mãe da bebê Helena; defesa denuncia histórico de violência e ameaças
A Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe da bebê Helena, de 10 meses, que morreu por asfixia em Fortaleza. A decisão tem como alvo o pai da criança e, segundo a defesa da mulher, representa um importante desdobramento no caso que ganhou repercussão em todo o estado. De acordo com o advogado Weryd Simões, a medida foi concedida diante de um conjunto de elementos que apontam para sucessivos episódios de violência doméstica e familiar, além de ameaças, ataques nas redes sociais e uma intensa campanha de disseminação de ódio contra a mãe da bebê. Em nota, a defesa afirma que a mulher teria sido vítima, ao longo dos anos, de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais. O advogado também sustenta que o histórico criminal atribuído ao pai da criança, com registros desde 2016, reforçou a necessidade da proteção determinada pela Justiça. A defesa ainda destaca que a decisão judicial reafirma a importância da apuração dos fatos com base em provas, afastando julgamentos precipitados e informações divulgadas sem respaldo nos autos. “Enquanto versões eram espalhadas nas redes sociais, a Justiça analisou documentos e elementos do processo para adotar as medidas cabíveis. Cada fato será investigado com o rigor da lei, e eventuais responsabilidades serão individualizadas”, afirmou o advogado. As investigações sobre a morte da bebê Helena continuam em andamento, e a Polícia Civil segue apurando todas as circunstâncias do caso. Fonte: Jornal Jangadeiro.
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