Youtuber de 16 anos denuncia pai por abuso sexu4l e negligência do conselho tutelar de Tianguá
Uma influenciadora digital e gamer cearense de 16 anos, que acumula quase cinco milhões de inscritos em seu canal do YouTube, utilizou as redes sociais para fazer um desabafo devastador. Em um vídeo publicado no último sábado, a adolescente acusou o próprio pai de abuso sexual e violência psicológica. O relato ocorre em meio a uma complexa disputa judicial pela guarda da jovem. De acordo com o depoimento da jovem, os abusos começaram anos atrás. Ela detalhou um episódio ocorrido quando tinha apenas 11 anos de idade, descrevendo momentos de terror sob o controle do pai. Além das agressões diretas, a menor relatou ter crescido em um ambiente de extrema violência doméstica, presenciando tentativas de homicídio contra sua mãe e surtos de fúria nos quais o homem destruía a residência da família. Atualmente, o pai tenta obter a guarda da filha na Justiça. A adolescente afirma que ele tem feito denúncias falsas de cárcere privado e maus-tratos contra a mãe dela para forçar a transferência da tutela, o que gerou o risco iminente de a jovem ser encaminhada a um abrigo público. O Posicionamento do Conselho Tutelar de Tianguá Diante da repercussão e dos questionamentos sobre a conduta do órgão, o Conselho Tutelar de Tianguá publicou uma nota oficial de esclarecimento e repúdio. A instituição defendeu sua atuação com os seguintes argumentos: Repúdio a acusações: O órgão declarou que repudia veementemente o que chamou de "acusações infundadas" e garantiu que nunca compactuou, favoreceu ou vazou informações sigilosas sobre os casos que acompanha. Cumprimento de protocolos: A entidade afirmou ter adotado todas as providências cabíveis dentro dos princípios legais e institucionais que regem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Encaminhamento legal: O Conselho informou que o caso tramita em segredo de Justiça e que as declarações da adolescente estão sendo analisadas para que os desdobramentos e falas sejam formalmente enviados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
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